Galeria de Obras
Arte Amazônica, Sustentabilidade e Identidade Cultural
A exposição é organizada a partir de cinco painéis cenográficos que estruturam o caminho do visitante por diferentes experiências. A composição dos painéis propõe uma atmosfera própria, articulando obras, paisagens, sons, materiais e histórias que conduzem o público a percorrer visualmente e sensorialmente os diferentes temas da exposição, cruzando frestas, portas e janelas conceituais.
Abrigo e Conexões
O primeiro núcleo da exposição – Abrigo e Conexões – é inspirado nas habitações vernaculares e palafíticas amazônicas, criando uma atmosfera de acolhimento que remete às varandas, estivas e interiores das casas ribeirinhas. O espaço evidencia o acolhimento das varandas, estivas e interiores ribeirinhos – espaços de sociabilidade onde a casa se estende, unindo o rio à floresta.
Segundo Silva e Azevedo (2025), habitar envolve uma conexão profunda com o ambiente, experienciada e interpretada de maneira emocional e sensorial pelos seres humanos. Nessa perspectiva, a arquitetura vernacular materializa-se como resultado da interação entre rio, humano e floresta, revelando formas de resiliência e sofisticação ecológica.
Abrigo
Adriane Corrêa , 2024
Três Marias
Bele Sunflower , 2024
Preparo do açaí – amassadeira
Jeriel Luz , 2018
Memória Individual
Lauriane Campelo , 2024
Fragmento
Laurine Campelo , 2024📋 Ficha Técnica
- Técnica
- Materiais
- Dimensões
- Ano
📝 Texto Curatorial
💡 Conceito
🏷️ Créditos
👤 Artista
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Fortes e Rios
Para o segundo núcleo – Fortes e Rios – a estrutura destaca a parede externa da Fortaleza de São José de Macapá com um agrupamento de obras que comunicam um registro histórico-documental, as transformações urbanas de Macapá e o confronto entre a imobilidade da pedra secular e o fluxo efêmero das ruas.
Fortes são os corpos que, como as águas do rio, não aceitam a rigidez do passado e continuam a correr. Essa dinâmica revela mudanças que reconfiguraram seu entorno ao longo do tempo, transformando vestígios coloniais em um suporte de reflexão e crônica urbana.
Macapá Histórica I
Mario de Souza , 2011
Macapá Histórica II
Mario de Souza , 2021
Iemanjá e seus encantos
Suzy Aguiar , 2024
Ruínas da igreja marroquina em Mazagão
Suzy Aguiar , 2021
Canal da Mendonça Junior, 1950
Xavier , 2011📋 Ficha Técnica
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- Materiais
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- Ano
📝 Texto Curatorial
💡 Conceito
🏷️ Créditos
👤 Artista
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Cultura e Tradição
O terceiro núcleo – Cultura e Tradição – evidencia uma estrutura sinuosa com o formato da fachada de uma embarcação local em cores vibrantes (amarelo/azul/vermelho), batizado com a tradicional escrita náutica ribeirinha de “Nossa Senhora de Nazaré”, dá passagem e serve de suporte para a subsistência e o labor tradicional, caminhos, memórias e o imaginário que cruzam as águas doces e a presença sagrada e que sela o sincretismo, a devoção e o respeito profundo aos mistérios e fluxos do rio-mar.
Memória de um sonho
Erick Xavier , 2024
Mawé
Erick Xavier , 2024
Pirarucu
Jeriel Luz , 2018
Ancestrais
Osiel Silva , 2025
Louvação
Roque Brandão , 2026📋 Ficha Técnica
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Seres da Floresta
O quarto núcleo – Seres da Floresta – se estrutura em camadas que recortam o perfil dos edifícios em expansão na cidade de Macapá ocupado por imagens que questionam as urgências de uma Amazônia urbana com cidades densas, formadas por fluxos migratórios, dinâmicas de consumo aceleradas e conflitos sociais profundos; emergências tão críticas e vitais quanto os crimes ambientais que sufocam as matas e as comunidades ribeirinhas distantes.
No espaço expositivo, simbolicamente, à frente e atrás – ao redor – das barreiras de prédios, a rigidez do cimento coabita com a espiritualidade originária, com as lendas e o respeito sagrado ao ecossistema invisível.
Protestantes Vermelhos
Célio Souza , 2023
Tora
Célio Souza , 2023
Mazagão, Batalha de São Tiago
Keka Cantuária , 2025
Cores do Amanhecer
Leila Silva , 2024
Garras
Leila Silva , 2024
Curumim
Osiel Silva , 2026
Curumin
Roque Brandão , 2026
Memórias
Socorro Santos , 2024
Ruínas da igreja marroquina em Mazagão
Suzy Aguiar , 2021
Sem Título
Will Cruz
Originais
Yago França , 2021📋 Ficha Técnica
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📝 Texto Curatorial
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👤 Artista
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Morada das Marés
O quinto núcleo – Morada das Marés – deixa para trás as silhuetas de concreto e o visitante deságua no espaço final da exposição. O quinto núcleo traz reflexões e reproduz a fachada volumétrica de uma autêntica casa em palafitas em tom roxo vibrante, apoiada sobre esteios físicos, demarcando o ciclo das marés. Longe de ser um cenário estático, a tipologia habitacional é proposta aqui como herança urbanística.
“A tipologia habitacional e a morfologia urbana de cidades ribeirinhas sobre palafitas e estivas (…) são passíveis de valoração enquanto patrimônio cultural brasileiro, pois representam um modo de ocupação reproduzido por séculos e que ainda sobrevive mesmo diante de inúmeras influências globais e homogeneizantes.”
– Fernando José Mesquita (2017, p. 19)
Tia Chiquinha
ADRIANE CORRÊA , 2021
Kysthar, levante da terra
, 2024
Em espelhos: aqui
Jyjy Nunes , 2011
Quem matou nossa mãe?
Débora Bararuá , 2021
Negritude Marabaixo
Jonas Modesto , 2025
Cy Metamorfoses
Nanna Brito
O ladrão do Marabaixo
Romulo Bispo , 2021
Série: Tábuas de Carne – Jabuticando
Santiago Junior , 2024
Série: Tábuas de Carne – Filozoofando
Santiago Junior , 2024
Série: Tábuas de Carne – Grito Amazônico
Santiago Junior , 2024
Série: Tábuas de Carne – Bufalogado
Santiago Junior , 2024
Série: Tábuas de Carne – Black Lives Matter
Santiago Junior , 2024
Marabaixeira
Will Cruz , 2024
Quem pode salvar o planeta?
Xavier , 2025📋 Ficha Técnica
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- Dimensões
- Ano
📝 Texto Curatorial
💡 Conceito
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Referências
SILVA, … ; AZEVEDO, … . Sobre o habitar amazônico. 2025. Discussão sobre a conexão profunda do habitar com o ambiente, vivenciada de maneira emocional e sensorial.
MESQUITA, Fernando José. A tipologia habitacional e a morfologia urbana de cidades ribeirinhas sobre palafitas e estivas. 2017, p. 19.