Débora Bararuá

Débora Bararuá

Biografia

Débora Bararuá é o nome artístico de Débora Natalina Bastos Bararuá, artista afro-ameríndia nascida Afuá e atuante no estado do Amapá. Administradora pelo CEAP, Licenciada em Teatro e Especialista em Estudos Teatrais Contemporâneos pela Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), atua há mais de 24 anos na cena artística amapaense. É professora de Arte da Educação Básica, produtora cultural, pesquisadora, cofundadora da Cooperativa de Trabalho Arte e Cultura Imagem e Cia e desenvolve trabalhos nas áreas das Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Artesanato e Literatura.
Sua trajetória artística articula criação, pesquisa e formação, transitando entre diferentes linguagens e processos colaborativos. Como pesquisadora, dedica-se aos estudos do Rasaboxes, metodologia que aplica na preparação de elenco para teatro e audiovisual, investigando as relações entre corpo, emoção e presença cênica.
A poética em seu trabalho está fundamentada nas ancestralidades afro-indígenas amazônicas, abordando temas como território, memória, identidade, meio ambiente e resistência cultural. Por meio da performance, da oralidade, da literatura e das artes visuais, constrói narrativas que dialogam com as cosmologias amazônicas e com as urgências contemporâneas, promovendo reflexões sobre pertencimento, coletividade e preservação da vida em suas múltiplas formas.

Obras

Quem matou nossa mãe? Performance com estátuas vivas (35 minutos) | performance (5 minutos) | 2021

Performance, literatura, oralidade e arte de rua.
A criação do Trabalho Performático “Quem matou Nossa Mãe?”  partiu de uma abordagem poética da ancestralidade amazônica que se apoia nas concepções dos povos originários para uma sociedade humana, integrada ao meio ambiente, cujo processo civilizatório naturalmente se constrói como basilar à sustentabilidade das florestas, rios e culturas que enxergam e imaginam a Amazônia de dentro para fora, apartado dos olhares e desejos estrangeiros, onde a ação humana equivale a um fenômeno da própria natureza. 
A autoria convida, portanto, a um esquecimento da Amazon para buscar entender a Amazônia em nós, a floresta dentro de nós e ao nosso redor, o homem e mulher amazônidas como engrenagem desse ecossistema, onde, mais que solo, a terra é mãe, é Pachamama (Pátria-mãe).
Quem matou nossa mãe? Performance com estátuas vivas (35 minutos) | performance (5 minutos) | 2021 Performance, literatura, oralidade e arte de rua. A criação do Trabalho Performático “Quem matou Nossa Mãe?” partiu de uma abordagem poética da ancestralidade amazônica que se apoia nas concepções dos povos originários para uma sociedade humana, integrada ao meio ambiente, cujo processo civilizatório naturalmente se constrói como basilar à sustentabilidade das florestas, rios e culturas que enxergam e imaginam a Amazônia de dentro para fora, apartado dos olhares e desejos estrangeiros, onde a ação humana equivale a um fenômeno da própria natureza. A autoria convida, portanto, a um esquecimento da Amazon para buscar entender a Amazônia em nós, a floresta dentro de nós e ao nosso redor, o homem e mulher amazônidas como engrenagem desse ecossistema, onde, mais que solo, a terra é mãe, é Pachamama (Pátria-mãe).